Aversão ao risco

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Aversão ao Risco

 

Aversão ao risco
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Aversão ao riscoInicialmente vamos desmistificar o risco. O que é risco? Uma pergunta simples, merece uma resposta direta. Risco nada mais é do que aquilo que não conhecemos. As pessoas têm medo do que é novo, desconhecido. Logo, a maioria das pessoas buscarão sempre o caminho mais conhecido, mais seguro na opinião delas.

Um bebê quando nasce, sempre fica no colo de alguém, e observa outras crianças correrem e brincarem. Ele quer fazer o mesmo, mas não sabe como. E aos poucos aprende a engatinhar, em seguida, tenta a aprender a arte de andar. E ele cai. Mas levanta, e tenta novamente, e assim por diante, até ter segurança e então começar a correr como as outras crianças. O bebê se arriscou para aprender algo novo, teve quedas, e não desistiu. Ele foi em frente.

Outro exemplo que podemos citar da nossa vida pessoal é quando conhecemos alguém. No momento que a conhecemos não nos vem a mente casar, e ter filhos. Os solteiros acham que este é um caminho muito arriscado. Mas a medida que o tempo passa, iremos conhecer melhor as pessoas. E, de repente, aquela pessoa passa a ser parte importante da nossa existência. Ela deixou de ser um risco à vida de solteiro. Ela se tornou parte essencial para trilhar novos caminhos, e então, planejam casamentos e vida em família.

O que faz um risco ser realmente arriscado é a nossa falta de conhecimento. Grave isto para toda a sua vida.

Mas o que isto tem a ver com investimentos, mercado? 

Tem tudo a ver! Se risco é medo do desconhecido, torne-o conhecido. Tenha sede de conhecimento.

Operar nos mercados vai contra a natureza do ser humano. Isso porque na maioria do tempo somos AVESSOS ao risco. Ou seja, eu posso ter duas alternativas ou 100, na média vou escolher quase sempre a menos ousada.  O risco no mercado é exatamente igual em qualquer outra área da nossa vida, não controlamos o resultado final. Isso não significa que estamos de mãos atadas! A solução adotada é entender quais são os resultados esperados(positivo e negativo) e calcular se realmente faz sentido perder o teto pra ganhar as estrelas.

Esse mecanismo de defesa do ser humano( se é que podemos chamar assim nossa aversão ao risco) não é algo negativo. Muito pelo contrário, existem diversos benefícios em ser conservador. O único ponto de atenção é que no mercado, nossa rotina consiste em todos os dias, semanas e meses aceitar o risco e tomar uma decisão. Ou seja, contrariar as crenças mais primitivas sobre o que é certo e o que vale a pena é parte da rotina de um trader.

Quando se adquire conhecimento e experiência, você deverá se lembrar de um  conselho valioso: Não importa se você é avesso ou propenso ao risco. A diferença está se você pode ou não aceitar um risco maior. É a diferença entre apostar notas baixas em uma luta de boxe, onde o resultado final é desconhecido. Ou apostar o carro que você usa todos os dias para ir trabalhar. Ambas são apostas, embora em uma delas você fique em situação melhor caso perca e caso ganhe também.

O problema é que a sensação de não controlar o resultado gera uma carga emocional muito grande. As mãos começam a suar, vem aquele frio na barriga sem motivo, a ansiedade dispara e parece que não conseguimos pensar em outra coisa a não ser o pior: E SE EU PERDER?

Isso acontece porque embora “sabemos” que até possa ter um resultado negativo nossa “aposta”(seja operando, ou na vida), não aceitamos este resultado por completo. É como se achássemos essa possibilidade da perda muito remota. Entretanto, uma vez que ela acontece vem a carga emocional fortíssima de culpa, ansiedade, frustração, entre outras.

A forma que podemos usar para superar essa aversão ao risco é aceitar completamente que ele existe e saber o quanto estamos realmente dispostos a perder. Com isso, independente do tamanho da operação, sei que o MÁXIMO que estou disposto a perder é X. E para correr este risco, espero no mínimo um resultado Y. Se essa proporção entre X e Y for aceitável eu faço a operação e independente do resultado saio com a cabeça tranquila porque antes de entrar, eu aceitei ambos os resultados prováveis.

Acredito que a chave do sucesso no mercado não está em quanto você conhece sobre as ações, a bolsa de valores, os grandes investidores ou se você tem informações “privilegiadas”. Todas essas informações estão disponíveis na internet, qualquer um com acesso a elas poderia lucrar milhões.

Entretanto, como fará para disparar o gatilho mental que fará com que  seja propenso ao risco, que te ajudará a não hesitar na hora de clicar e tomar as melhores decisões possíveis independente do saldo nos investimentos. Pois é, essas informações não estão em qualquer lugar da internet. Isso acontece porque a forma que cada um encontra para superar essas barreiras é muito particular, se pegarmos 100 traders diferentes acredito que cada um terá a sua particularidade.

Assim como na nossa vida pessoal. Quando decidimos trocar a vida de solteiro pela de casado, existem inúmeras formulas na internet que poderão te dizer o que fazer ou não fazer. Mas somente quem está buscando o caminho certo obterá a resposta. Não existe um trader igual ao outro, assim como não existe um casal igual ao outro. A resposta não está no amigo ao lado, e sim dentro dos nossos conhecimentos e no controle emocional que obtemos no decorrer da nossa caminhada.

Artigo escrito em parceria com:

Vitor Mendes (Universidade do Trader)

Autor: Nádia Ferraz

Sou formada em Gestão Hoteleira pelo IFG-GO e pós graduada em Controladoria, Auditoria e Finanças pela FGV. Trabalhei com finanças nos últimos 10 anos, e tenho orgulho de tudo que fiz para que a empresa se mantivesse no mercado no período de crise. Aprendi a organizar finanças tendo como base sonhos de curto prazo, e obtive sucesso, realizando todos eles. Nunca fui escrava do dinheiro, mas uso como trampolim para a realização dos meus objetivos. Eu corro riscos calculados! Planejo exatamente tudo que preciso fazer e coloco todos os problemas - sendo que os problemas não me fazem desistir, mas pensar em soluções para cada situação que puder ocorrer. Este projeto eu comecei para ajudar as pessoas na parte de educação financeira sem falar de balanços, dre's ou outros termos técnicos que muitos insistem em usar. Eu quero mostrar apenas que com planejamento é possível você mudar o seu mundo. Não mude o mundo inteiro, mas se você mudar o seu, você irá incentivar outra pessoa a mudar. e aos poucos iremos criar uma sociedade menos consumista e com um futuro que não dependa da Previdência, não é mesmo?

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