Como organizar as finanças – Parte III

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Como organizar a vida financeira

 

 

Estou endividado! E agora?

Como organizar as finanças – Parte III
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Iremos continuar a série “Como organizar as finanças”,  no qual  toda semana escrevo sobre cenários diferentes que nos acometem. Temos situações distintas que podem se complementar, e a educação financeira poderá ajudar muitas pessoas a não passar por tamanhas dificuldades.

Quando escrevi sobre o Primeiro Salário, foi pensando na parcela da sociedade que está começando no mercado de trabalho agora, e se tiverem consciência não passarão por dificuldades que a maioria das pessoas estão passando. E quando escrevi sobre as Férias, foi exatamente porque boa parte das pessoas que estão voltando de férias entram no cenário do post de hoje, isto é, voltam endividadas. Não basta sairmos do buraco negro, temos que ter consciência do erro para não cometermos novamente.

Mas como saber se você se encaixa no perfil de endividado? Responda a estas questões básicas:

1º) Suas contas superam seus ganhos?

2º) Se tirassem o cheque especial você ficaria em apuros?

3º) Você teve que pagar o mínimo do cartão ou parcelou o mesmo?

Se a sua resposta foi SIM para qualquer uma das perguntas, sente-se e leia este post, porque você faz parte dos endividados.

Como organizar as finanças

Para organizar as finanças você precisará de equilíbrio emocional. Isto mesmo, para lidar com dinheiro é preciso ter equilíbrio, planejar bem, ter como meta sair do vermelho  e o mais importante: ter disciplina para não entrar de novo.

Pegue sua agenda e anote as dicas abaixo, elas serão valiosas na hora de fazer o planejamento financeiro familiar.

1º) O primeiro passo é ser sincero com a sua família. Fale a realidade e faça com que entendam que todos precisam ajudar na hora de reverter a situação. Tem um artigo muito bom que fala sobre como abordar este tema com a sua família, clique aqui e leia na integra.

2º) Faça o planejamento anual das suas contas, divida as contas entre contas de consumo (água, luz, telefone, aluguel (ou prestação da casa), tv a cabo…); contas de transporte (prestação do carro, combustível, estacionamento, ipva, seguro), contas de saúde, educação… E veja quanto restou de contas a pagar que não consta nesta lista (bares, restaurantes, roupas, taxas bancárias);

3º) Corte o cartão de crédito de todos da casa, aprendam a viver com o básico. Não é vergonha nenhuma mudar os hábitos. Caso não tenha dinheiro, façam algum programa em casa. Mude sua mentalidade para mudar os hábitos adquiridos. Se não sabe como começar, que tal clicar aqui e saber mais detalhes?

4º) Cheque especial não é parte integrante do seu salário e ele cobra juros pesados e não deixa você respirar. Quite-o, aos poucos, caso comprometa itens essenciais de sobrevivência.

5º) Negocie suas dívidas, tenha sangue frio. Estude as leis de cobrança de juros, seja honesto com seu fornecedor. Informe que irá pagar, mas que levará um tempo. Não se desespere com ameaças de SPC e SERASA.

6º) Sabe a planilha que você fez? Analise-a! Ela é seu orçamento doméstico anual. Através dela você terá noção de quando sairá do vermelho, e faça acontecer. Tenha disciplina.

7º) Coloque no papel tudo que é dívida: parcelamento do cartão de crédito; cheque especial; empréstimo bancário. Equivale a qual percentual do seu salário? Se for superior a 30% – reveja tudo! Avalie qual tem a maior taxa de juros, pague-a.

8º)  Seguiu o conselho acima? Sobrou recurso? Não gaste! Guarde-o. Não esqueça que há outras dívidas, faça uma aplicação de curto prazo com alta liquidez, mas este dinheiro servirá para colocar ordem nas suas contas.

9º) Terminou de pagar uma conta? Sabe o dinheiro que guardou, use-o para negociar a próxima conta! Com uma boa entrada, e com argumentos válidos para que não recusem a sua oferta. Bata o pé até ter a menor taxa de juros possível, e caso consiga sem juros, melhor ainda. Mesmo que isto represente perder relacionamento com o banco/administrador do cartão. Como eu disse no começo: tenha controle emocional. E faça o mesmo até quitar todas as dívidas.

10º) Quitou tudo? Parabéns! Isto não mudará o aprendizado. Aprendemos com nossos erros e não é para repeti-los! Comece a controlar suas finanças. Sente com a sua família que foi seu suporte durante este período de dificuldades, viveram sem cartão de crédito e sem cheque especial, até aqui, continuem sem eles. Faça reserva financeira para que possam fazer planos juntos, fazerem o que gostam. Comprem algo somente à vista, e que esteja dentro de um planejamento de metas para o decorrer do ano.

Nós somos uma sociedade extremamente consumista, no qual vemos necessidade de ter tudo. Até pouco tempo atrás vivíamos na ilusão de que tínhamos este direito. Uma sociedade preocupada com ter muita coisa, e tudo que vemos são propagandas destinando-nos a comprar cada vez mais coisas que nem sequer sabíamos que precisávamos. Nascemos na época da hiper inflação, mas apenas éramos telespectadores, enquanto nossos pais sobreviveram fazendo o melhor por nós com o que podiam. Quando crescemos começamos a comprar tudo para nós, e para os nossos para que eles não sentissem vontade de querer aquilo que não podíamos ter. Nosso erro é exatamente este: comprar tudo, ensinar a importância de ter as coisas, e assim fazemos parte de uma sociedade que não pensa no futuro, e que educa a próxima sociedade sem nenhuma educação financeira.

Se você quer ter dinheiro, faça com que ele trabalhe para você. Não viva em círculos para tentar apagar incêndios. Saiu das dívidas, invista em algo que possa te trazer retorno para que você tenha uma segunda renda, e possa ter alguns luxos. Trace metas para que não fique endividado de novo.

Se está endividado, não adianta entrar em depressão. Tenha atitude e resolva a situação. Se foi capaz de entrar, é capaz de sair.

Não consegue? Me mande um e-mail (consultoriafinanceira@nadiaferraz.com)! Minha consultoria não é gratuita (também preciso sobreviver), mas com ela você poderá mudar sua mentalidade sobre como lidar com o dinheiro, e obter resultados positivos.

 

 

Autor: Nádia Ferraz

Sou formada em Gestão Hoteleira pelo IFG-GO e pós graduada em Controladoria, Auditoria e Finanças pela FGV. Trabalhei com finanças nos últimos 10 anos, e tenho orgulho de tudo que fiz para que a empresa se mantivesse no mercado no período de crise. Aprendi a organizar finanças tendo como base sonhos de curto prazo, e obtive sucesso, realizando todos eles. Nunca fui escrava do dinheiro, mas uso como trampolim para a realização dos meus objetivos. Eu corro riscos calculados! Planejo exatamente tudo que preciso fazer e coloco todos os problemas - sendo que os problemas não me fazem desistir, mas pensar em soluções para cada situação que puder ocorrer. Este projeto eu comecei para ajudar as pessoas na parte de educação financeira sem falar de balanços, dre's ou outros termos técnicos que muitos insistem em usar. Eu quero mostrar apenas que com planejamento é possível você mudar o seu mundo. Não mude o mundo inteiro, mas se você mudar o seu, você irá incentivar outra pessoa a mudar. e aos poucos iremos criar uma sociedade menos consumista e com um futuro que não dependa da Previdência, não é mesmo?

2 pensamentos em “Como organizar as finanças – Parte III”

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