Como organizar as finanças – Parte VIII

Spread the love

 

 

Como organizar as finanças – Parte VIII

Abandone o consumismo

Como organizar as finanças – Parte VIII
Dê sua nota sobre este post

Antes de mais nada, provavelmente vocês devem achar que vivo no mundo da Alice no País das Maravilhas. Afinal, já lhes respondo: Não vivo. Tudo que escrevo aqui é porque eu tive que aprender a lidar, e nada melhor que a experiência! São atitudes que tomei para atingir meus maiores objetivos. E  que definitivamente tem dado certo.

Não gosto de contar com o governo  para nada! Então realmente fizemos um investimento para garantir o futuro educacional do meu enteado. E ele tem uma mesada também no qual ele tem que aprender a fazer o dinheiro render no decorrer do mês. No entanto, ele tem apenas 10 anos e está aprendendo. Em suma, eu estou fazendo a minha parte com a educação financeira da sociedade futura. E você?

Logo, informo-os que não falo só por utopia! E quando resolvi escrever sobre “Como organizar as Finanças”, foi por algo que realmente acredito. Visto que, mudando a nossa forma de pensar e agir, o céu será o limite. Concordam?

Da mesma forma  acredito que ninguém precisa passar por dificuldades financeiras. Entretanto, eu levei 10 anos para aprender que era eu que precisava tomar atitude na minha vida, e que viver para pagar conta não era viver, mas sobreviver.

como abandonar o consumismo

 

Nossa sociedade foi educada em moldes consumistas, e quando tem um artigo falando sobre o assunto, simultaneamente vem a negação: Não sou consumista, em suma, este artigo não é para mim.

Desta forma, por qual motivo 67% da nossa sociedade está endividada?

De acordo comigo hoje, eu sei que eu era extremamente consumista. Não podia ir no Shopping, que logo eu comprava algo que depois de algum tempo eu descobria ser totalmente inútil. Os vendedores me convenciam facilmente quanto a praticidade de um item, e o famoso parcelamento (que latada). Mesmo com formação em Finanças, o meu vício por comprar falava mais alto. E piorava caso eu estivesse com raiva, estressada. Eu era gerente financeira, quando eu não estava estressada? E ainda por cima: eu amava ver o closet da Carrie de Sex and the City para justificar o tanto de sapato que eu comprava.

P.S. Ainda quero um closet como o dela, mas não é necessidade de primeira ordem. Tenho outros objetivos a atingir.

E quando eu mudei?

Um bom consumista tem cartões que o “ajudam” na arte de redução do stress. Mas as compras são apenas ilusões de que você se sentirá melhor. E no dia em que você precisa fechar a fatura do seu cartão a tendência é ficar mais estressado ainda. E começar um novo ciclo vicioso!

No entanto  eu queria começar a investir, então eu mudei a minha mente. A minha felicidade já não era comprar compulsivamente. Era ter uma reserva que me permitisse pedir conta do local onde eu trabalhava. O pensar e o agir levou mais de 12 meses. Porém, o importante foi que eu agi. Cortei cartões de crédito, abri uma conta numa corretora, comecei a me pagar. E alcancei meu maior objetivo, desde então: eu pedi demissão. É sensacional a sensação de felicidade por atingir um objetivo traçado. Muito melhor que comprar sapato! E eu tenho sapato que nunca usei!

Como eu podia continuar comprando se queria sair do emprego?

Antes de mais nada, eu parei de comprar. Isto mesmo, fui de um extremo ao outro. E quando recebi meu acerto mantive minha resolução da mesma forma! Já tinha aprendido a lição, então porque iria cair em tentação? Foi a melhor terapia que fiz. Sabe porque? Eu fiz um esforço por uma felicidade futura.

Mas como você pode fazer isto?

  1. Primeiramente, suma com todos os cartões da sua frente. Tanto de crédito quanto de débito.
  2. Posteriormente, pare de frequentar lugares que te induzem a comprar.
  3. E também evite seguir perfis de lojas nas redes sociais.
  4. Em seguida, cancele todos os e-mails de lojas sobre promoções.
  5. Da mesma forma, não acesse lojas virtuais, você precisa se disciplinar a não comprar o que não foi planejado.
  6. Diga NÃO aos vendedores. E sem peso na consciência!
  7. Pense que o sacrifício de agora, é uma recompensa no futuro.

Eu nunca mais vou poder comprar? 

Já ouviram dizer que nunca é um termo muito pesado. Mas não vamos comprar por impulso ou por raiva. Não irá valer a pena!

As piores compras que fazemos são estas. Que quando estamos andando (ou navegando)  e vemos algo que nos convencem de que é útil e na realidade não é não. Já reparou que as vezes é sua mente que te vende uma ideia? Na internet você não tem vendedor para ficar te falando blablablá. Mas a sua mente, meu amigo, ela te induz com toda a parafernália… Sabe aquelas propagandas Polishop que parecem nos comprar com a utilidade de algum item. Elas te afastam do seu objetivo.

Façam o seguinte exercício:

Um bem de consumo ou um objetivo traçado?

Eu passei 02 anos sem sair com meus amigos em um determinado período da minha vida, visto que eu tive que fazer uma escolha:

Noitadas de farra com os amigos  ou minha pós-graduação? Eu escolhi a pós.

No meu caso o crescimento profissional falou mais alto que o desejo de consumir algo imediatamente.

Tenham em mente que não precisamos de nada. Mas a mídia nos faz crer que não viveremos sem aquilo. Você precisa dá um basta na sua mente condicionada ao consumismo.

E as desculpas que um consumista usa são as mesmas que um alcoólatra. Faça uma gentileza para você mesmo: não use desculpas, tome atitudes. Vejam algumas justificativas que uma pessoa que bebe e/ou compra usam:

  • Trabalhei duro, então eu mereço! 
  • Eu me estressei muito esta semana, logo tenho direito a me extrapolar.
  • Estou tão feliz. Definitivamente,vou levar este vestido. (Ou vou tomar uma cerveja).
  • Estou tão triste, afinal precisarei deste sapato. (Ou preciso de uma cerveja).

E o consumismo atinge homens e mulheres em graus proporcionais. Enfim, não interessa o item de consumo, que frequentemente haverá uma desculpa pré-formulada para que as pessoas justifiquem seu consumismo inadequado à sua situação financeira.

Desde já, as atitudes irão valer muito mais que suas desculpas no decorrer da vida. E, afinal, quando você conquistar o primeiro objetivo, imediatamente  ficará mais forte para buscar outros sem se endividar.

A culpa não é dos vendedores, não é da mídia, não é do governo. É sua. É você que precisa saber onde quer chegar, é você que precisa organizar suas finanças. Ninguém fará a tarefa de casa por você.

Deixe de culpar os outros, e viva conforme a sua realidade e busque meios de atingir a realidade que sonha, sem dívidas.

como abandonar o consumismo

E para finalizar: a Páscoa está chegando! Se você não tem dinheiro para comprar chocolates, não compre. Não sou contra comprar, e nem digo que é exploração comercial. A data existe, o consumo exacerbado também, e com certeza é bom para alguém. Mas se você não tem condições, diga NÃO.

 

Autor: Nádia Ferraz

Sou formada em Gestão Hoteleira pelo IFG-GO e pós graduada em Controladoria, Auditoria e Finanças pela FGV. Trabalhei com finanças nos últimos 10 anos, e tenho orgulho de tudo que fiz para que a empresa se mantivesse no mercado no período de crise. Aprendi a organizar finanças tendo como base sonhos de curto prazo, e obtive sucesso, realizando todos eles. Nunca fui escrava do dinheiro, mas uso como trampolim para a realização dos meus objetivos. Eu corro riscos calculados! Planejo exatamente tudo que preciso fazer e coloco todos os problemas - sendo que os problemas não me fazem desistir, mas pensar em soluções para cada situação que puder ocorrer. Este projeto eu comecei para ajudar as pessoas na parte de educação financeira sem falar de balanços, dre's ou outros termos técnicos que muitos insistem em usar. Eu quero mostrar apenas que com planejamento é possível você mudar o seu mundo. Não mude o mundo inteiro, mas se você mudar o seu, você irá incentivar outra pessoa a mudar. e aos poucos iremos criar uma sociedade menos consumista e com um futuro que não dependa da Previdência, não é mesmo?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *