Como organizar as finanças – Parte VI

Spread the love

 

Como organizar as finanças

A importância da mesada

Como organizar as finanças – Parte VI
Dê sua nota sobre este post

 

como organizar as contas

Estamos aqui falando de organizar as contas, e parece até que proponho mais contas, não é mesmo?

Mas vamos visualizar por outro lado: separar parte do valor para imprevistos é um investimento e não considero gasto, é prevenção. E quando você realmente precisar, não irá se endividar. Entendem a lógica?

E a mesada, ela deve ser considerada gasto ou investimento?

Você considera a educação do seu filho um gasto ou um investimento?

Mesada é um curso preparatório para o futuro financeiro do seu filho. É uma forma de ensinar a ele como é o mundo real. Deixe que ele tenha uma agenda onde poderá começar a anotar os ganhos e os gastos, incentive-o a fazer isto. Ensine-o. Se você não souber, aprenda junto.

Cada um estipula qual será o valor que cabe no seu orçamento para seu filho, conforme a sua realidade. Mas existem regras de ouro que vão educar seu filho e a você também, vamos lá? A educação financeira deve ser ensinada em casa! Qual tal ler este e-book? 

Não adianta pagar a mesada e não ensinar seu filho como ele deve organizar as contas dele! Mas você deve estar se perguntando: que tipo de contas uma criança pode ter?

São os gastos com chicletes, balinhas, chocolates, entre outros que é o que uma criança compra. A ideia aqui não é colocar seu filho para fazer as despesas dele, ok?

Já viram que quando você entrega um valor para uma criança, ela só pensa em como gastar tudo imediatamente? Eu chamo de Síndrome do consumo! Parece que as crianças estão nascendo cada vez mais consumistas! Pare! Ensine-a a ser melhor! Eduque-a para não ser consumista!

Já parou para pensar que isto é um reflexo do que ela vê você fazer e acha que é certo?

Então ao entregar a mesada, se reeduque também, e siga as dicas abaixo:

1º) Se ela gastar tudo em um único dia, não compre as coisas que ela ficará pedindo (balinha, chiclete…) – explique ao seu filho que aquele valor é para um mês inteiro e que ele precisará fazer com que o dinheiro renda. Se você der o dinheiro e continuar comprando as coisas que ele quer, ele nunca aprenderá a viver gastando apenas  que ganha. Será mais um adulto acostumado a gastar mais do que recebe. E quando as crianças crescem elas precisam lidar com a realidade. Então ensine-as desde pequeninas!

2º) Não compre todos os brinquedos que a criança te pede – eu tenho como regra que brinquedos somente em datas comemorativas, e pronto! Mas por qual motivo faço isto? Pura maldade? Não! Vamos colocar no nosso mundo de adulto a situação: podemos comprar tudo que queremos? Basta ver uma propaganda ou ir a alguma loja que de repente teremos o bem em nossas mãos? Quem dera o mundo fosse este conto de fada e não cobrasse a conta depois. Se você paga a mesada e a criança quer muito algum brinquedo, ensine a ela como economizar para ter o que quer. Sente com ela, mostre o preço do item, faça os cálculos para que ela saiba que se guardar parte do dinheiro, ela mesma poderá comprar o bem.

3º) Não complete o dinheiro para ela comprar o brinquedo (ou qualquer item que ela tenha te pedido) – se ela estiver juntando o dinheiro para conseguir comprar, e você ficar com dó e for lá comprar, que tipo de valor você está ensinando? Quando ela crescer, você sempre irá completar o que falta para ela? Ela terá aprendido o gosto de conquistar algo com o próprio esforço? Não compre para ela! Deixe que ela aprenda. E veja a felicidade dela quando ela mesma conseguir comprar sozinha. Olhe que lição você ensinou! E com certeza aprendeu também!

4º) Se o seu filho te pedir mais dinheiro no decorrer do mês, vire banco! Isto mesmo, se na metade do mês seu filho te pedir mais R$ 1,00 que seja, informe-o que se você der irá descontar 10% além do valor que você emprestou. O banco não irá usar o cheque especial de graça, não é mesmo? Então para cada R$ 1,00 gasto – desconte R$ 1,10 na próxima mesada. Ele saberá que bancos cobram caro, e que o valor aumenta até chegar um momento que ele não terá mesada porque ficou te devendo. Converse com a criança e mostre como a realidade realmente é! Mas cuidado com as palavras, se adeque ao tamanho dela para explicar.

5º) Estipule um valor fixo! Informe-o que aumentos são anuais, tal qual a vida real. E se ele reclamar que é pouco, deixe claro que só haverá aumento conforme regras estipuladas quando ele começou a receber (crie uma regra clara para que ele saiba quando terá um novo valor). Não pague para ele ajudar nas tarefas domésticas e nem porque ele se saiu bem na escola, isto é a obrigação dele!

6º) Não pegue emprestado dinheiro com a criança! As crianças aprendem com o exemplo, e se você pegar aquele valor emprestado, o que você está mostrando? Que não faz o que fala! Que nada do que você ensina é algo que você aplica. Por mais que você queira ensinar com palavras, é o exemplo que ficará gravado na memória do seu filho.

6º) Coloque regras! Vivemos num mundo onde todo e qualquer deslize temos que pagar, não é mesmo? Qualquer coisa que fazemos de errado, somos multados. E muita gente aprende o tal jeitinho brasileiro. Então estimule-o a seguir as regras desde pequeno! E não deixe que ele burle-as, faça valer. Ensine ao seu filho que existem regras no mundo real, e que a corrupção não é uma opção. Veja abaixo um quadro legal para que você organize as regras junto aos seus filhos.

Como organizar as contas

 

Ao fazer isto com seu filho você está educando-o para o futuro, para que ele não seja um devedor. Se ele aprender a lidar com a falta de recurso por mal uso desde pequeno quando  for para o mercado de trabalho, saberá a importância de investir para ter algo mais a frente, saberá também que se ele ganha X não pode gastar X + Y, que caso ele faça isto logo o salário dele ficará negativo. E dará valor em todo esforço que você fez para educa-lo.

Diga NÃO sem dor na consciência, e pense que você está preparando seu filho para o futuro onde as coisas não vêm de mão beijada!

A ideia aqui é não aumentar o número de endividados no futuro, fazer com que as nossas crianças de hoje tenham mais percepção financeira no futuro próximo. De acordo com o Correio do Estado o número de famílias endividadas no Brasil chegou a 61,8% em 2017. Temos que nos reeducar para mudar o perfil da nossa sociedade, e temos que ensinar nossos jovens de hoje o valor de uma boa educação financeira.

Gostou do artigo, não esqueça de dá o seu like e compartilhar na sua rede! Juntos vamos mudar o nosso país!

Quer saber mais sobre a série? Leia os outros artigos:

Primeiro salário

Férias

Imprevistos

Saindo do vermelho

Rescisão contratual

Existem outros temas relevantes também, não deixe de ler:

Objetivos e metas

Investimentos

Como viver do mercado

Entrevista com o Trader

Organização do tempo

Análise Swot para sua vida pessoal

Se você sabe que precisa mudar, mas não sabe que caminho tomar, leia o artigo que escrevo sobre como mudar sua mentalidade para começar a mudar o rumo das suas finanças.

Não perca na próxima semana falaremos sobre como você pode garantir o futuro educacional do seu filho! Não perca!

Autor: Nádia Ferraz

Sou formada em Gestão Hoteleira pelo IFG-GO e pós graduada em Controladoria, Auditoria e Finanças pela FGV. Trabalhei com finanças nos últimos 10 anos, e tenho orgulho de tudo que fiz para que a empresa se mantivesse no mercado no período de crise. Aprendi a organizar finanças tendo como base sonhos de curto prazo, e obtive sucesso, realizando todos eles. Nunca fui escrava do dinheiro, mas uso como trampolim para a realização dos meus objetivos. Eu corro riscos calculados! Planejo exatamente tudo que preciso fazer e coloco todos os problemas - sendo que os problemas não me fazem desistir, mas pensar em soluções para cada situação que puder ocorrer. Este projeto eu comecei para ajudar as pessoas na parte de educação financeira sem falar de balanços, dre's ou outros termos técnicos que muitos insistem em usar. Eu quero mostrar apenas que com planejamento é possível você mudar o seu mundo. Não mude o mundo inteiro, mas se você mudar o seu, você irá incentivar outra pessoa a mudar. e aos poucos iremos criar uma sociedade menos consumista e com um futuro que não dependa da Previdência, não é mesmo?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *