Educação financeira para a terceira idade

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Educação financeira para a terceira idade
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Educação Financeira

Nunca é tarde para começar

Inicialmente, vamos começar nosso artigo da quinzena falando sobre educação financeira para a terceira idade. Atualmente temos visto os preços subirem, o dinheiro perder o valor, os problemas com a aposentadoria. E neste cenário que parece caótico, o que podemos fazer?

Porém, a inspiração sobre o tema de hoje veio de uma palestra que ministrei para uma turma da terceira idade. Pessoas que estavam sedentas para obter conhecimento. No decorrer do texto, vamos nos atentar a buscar entender por qual motivo hoje algumas se encontram em situações menos favorecidas. E, simultaneamente, compreender até onde nossa sociedade lhes suga os recursos que os mesmos batalharam tanto para conseguirem.

A maioria da nossa sociedade não conhece seus direitos, principalmente relacionado a finanças. Outros, em algum momento, retiram o pouco que para ajudar um parente/amigo aflito. Em uma situação menos favorável, acreditam nas promessas feitas de empréstimos com nome sujo e com parcelas mínimas.

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Os idosos passam boa parte da vida trabalhando, para depois de algum tempo contar com o recurso proveniente do INSS, que foi descontado de forma assídua de seu salário durante anos a fio. Porém, poderá ocorrer algumas surpresas neste cenário.

Logo, a primeira surpresa que alguns poderão ter é de que o benefício nem sempre será igual ao valor que estava acostumado a receber.

Em seguida, os mesmos verificarão que da mesma forma que a renda pode reduzir, as despesas tendem a aumentar. Consequentemente, haverá uma mudança abrupta no estilo de vida das pessoas.

Neste caso, os mesmos terão que tomar providências emergenciais:

Cortem todos os gastos supérfluos!

Esta medida será necessária para que possam viver modestamente, buscando guardar parte da renda para despesas que não estão previstas e que poderão ocorrer.

Cuidado com as armadilhas!

Quando se encontrarem em situação desfavorável, muitos recorrerão a bancos e financeiras para aliviar a diferença. Então, tenham sangue frio. E façam cálculos para que possam tomar providências para resolver a situação financeira.

Se estiver em vias de ficar endividado, sente com muita calma e avalie todas as suas contas. Mas esta avaliação deve ter por base os seguintes pormenores: juros cobrados por atraso, multas.

Qual o valor que realmente não conseguirá pagar?

Imediatamente leia todas as instruções que são enviadas junto com os boletos. E depois,  faça uma avaliação da situação antes de tomar medidas que poderão te fazer pagar caro mediante uma situação que há solução.

Posteriormente, verifique as contas em atraso e as taxas de juros que serão cobradas. De acordo com o art. 406 do Código Civil e com o art. 161 do Código Tributário Nacional – os juros moratórios são limitados a 1% ao mês. Enquanto que em conformidade com o art. 52 do Código de Defesa do Consumidor – a multa por atraso de pagamento não pode exceder 2%.

Em seguida, veja a taxa de juros que o banco irá te cobrar pelo empréstimo: cada financeira e banco tem uma taxa especifica. E é bem maior que o atraso de uma conta.

Em um empréstimo você irá pagar mais que o dobro do valor solicitado. Já no atraso você terá que arcar com juros em conformidade com a Lei acima explicada. Logo, se você pegar R$ 1.000,00 no banco poderá pagar R$ 2.000,00 e com inúmeras parcelas que parecerão um pouco do filme “A história sem fim”. Mas no caso de atraso, o mesmo valor se tornará R$ 1.140,45.

O que você prefere pagar juros de R$ 1.000,00 ou de R$ 140,45?

Mas cuidado: não estou dizendo atrase uma conta, e deixe por isto mesmo. Jamais! Mas crie sua estratégia para resolver o problema, suje seu nome no curto prazo para não ficar devendo no longo prazo.

Inicialmente, retire um valor mensal da sua renda, e aplique para que no final de 12 meses você tenha o valor para pagar, e resolva direto com o seu credor. Em seguida, conheça seus direitos. Depois, faça você mesmo os cálculos. Mas não pague via empresas de cobrança que tentarão cobrar outras taxas não previstas em Lei.

Aprenda a dizer não!

Invariavelmente, ver um filho aflito ou neto louco por um brinquedo pode te cortar o coração. Ou até mesmo, ver um amigo de longa data desesperado devido a falta de recurso poderá te fazer cair em armadilhas que aprendeu a evitar.

Em virtude do coração falar mais algo que a razão, é que temos que aprender a dizer NÃO. E isto não será egoísmo. Definitivamente, a maior ajuda que poderá oferecer é a educação financeira para os seus. E consequentemente preservar a amizade duradoura. Porque dinheiro destrói grandes amizades.

Se você sempre disser sim, quando será que a pessoa aprenderá a caminhar com as próprias pernas? E quando você não estiver mais aqui, como esta pessoa irá aprender a viver sem fazer dívidas?

Mas aí você me diz que está emprestando apenas o nome. Quer algo que brasileiro mais preze do que nome? Se seu amigo não pagar, a responsabilidade é sua, e no final você é que realmente vai pagar, e ainda vai perder o amigo devido a “ajuda” prestada.

Se você comprar tudo que seu neto quer, ele vai achar que tudo é fácil na vida, e não é assim. Você pode tirar do seu proveito para agradar alguém, e as crianças sempre querem algo novo, ensine-as de forma amorosa a conquistar o que elas querem.

Guarde recursos

Enfim, separe parte da sua renda para suas necessidades, sejam elas relacionadas à saúde ou ao lazer. Imediatamente, separe da sua conta corrente este recurso e faça de conta que ele não existe. Abra conta numa corretora, encontre um assessor de investimento, e deixe guardado para que numa necessidade você precise recorrer a você mesmo.

 

Autor: Nádia Ferraz

Sou formada em Gestão Hoteleira pelo IFG-GO e pós graduada em Controladoria, Auditoria e Finanças pela FGV. Trabalhei com finanças nos últimos 10 anos, e tenho orgulho de tudo que fiz para que a empresa se mantivesse no mercado no período de crise. Aprendi a organizar finanças tendo como base sonhos de curto prazo, e obtive sucesso, realizando todos eles. Nunca fui escrava do dinheiro, mas uso como trampolim para a realização dos meus objetivos. Eu corro riscos calculados! Planejo exatamente tudo que preciso fazer e coloco todos os problemas - sendo que os problemas não me fazem desistir, mas pensar em soluções para cada situação que puder ocorrer. Este projeto eu comecei para ajudar as pessoas na parte de educação financeira sem falar de balanços, dre's ou outros termos técnicos que muitos insistem em usar. Eu quero mostrar apenas que com planejamento é possível você mudar o seu mundo. Não mude o mundo inteiro, mas se você mudar o seu, você irá incentivar outra pessoa a mudar. e aos poucos iremos criar uma sociedade menos consumista e com um futuro que não dependa da Previdência, não é mesmo?

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