Entrevista: É possível viver do mercado financeiro?

Spread the love

 

É possível viver do mercado financeiro?

 

Entrevista: É possível viver do mercado financeiro?
Dê sua nota sobre este post

viver do mercado financeiro

Terminamos na última semana nosso post contando para vocês a história do Rodrigo que abandonou uma carreira promissora no banco para viver do mercado.

E hoje vamos continuar a trajetória dele para que vocês possam avaliar se é possível ou não viver do mercado.

Se você não leu a primeira parte da entrevista, clique aqui, e não perca a chance de conhecer um estudo de caso real.

E vamos lá continuar nossa entrevista:

Nádia Ferraz: Qual foi sua maior perda financeira na sua carreira como trader? Conte-nos o que aconteceu e como você reagiu. Teve vontade de abandonar a carreira?

Rodrigo: As perdas para um trader devem fazer parte da rotina, assim como para os advogados usar social no expediente. O problema de uma perda não é o financeiro. Mas sim o efeito que elas geram sobre o seu psicológico. Ter o controle emocional sobre isso resume seu sucesso no mercado.  No dia em que eu mais perdi, eu sabia o quanto podia arriscar. Foi uma perda que eu estava contando com ela e isso fazia parte da minha estratégia. Os dias que pensei em abandonar a carreira, foi porque fui indisciplinado o bastante e perdi dinheiro não seguindo a minha estratégia.

Nádia Ferraz: Qual foi o seu maior sucesso financeiro como trader? Por qual motivo você considera como seu maior sucesso?

Rodrigo: O meu maior sucesso no mercado é ter consistência nos resultados há 5 anos. Assim como um médico experiente tem todos os dias diversos pacientes em seu consultório.

Nádia Ferraz: Qual a média que consegue ganhar como trader?

Rodrigo: O financeiro varia de acordo com a minha assertividade no mercado. Então antes de chegar no resultado tenho que ver se estou acertando as operações e o que posso fazer pra melhorar neste sentido. O resultado em si é apenas uma foto final, de todo um trabalho percorrido ao longo do mês. E como estou em constante evolução, este resultado cresceu nos últimos anos com diversos altos e baixos.

Nádia Ferraz: Como a Universidade do Trader te ajudou neste desafio?

Rodrigo: Exatamente no ponto do controle emocional. Para aprender a lidar com meus sentimentos em relação as perdas e melhorar minha assertividade. Esse conjunto é essencial para qualquer um que deseja viver do mercado.

Nádia Ferraz: Que conselhos pode dá para quem quer começar?

Rodrigo: Se o seu objetivo é viver do mercado, coloque isso como meta. Tenha a certeza de que não vai ser fácil, mas de que com certeza vai valer a pena.

Nádia Ferraz: Olhe para trás e faça um balanço geral sobre sua carreira como trader. Nos conte sua trajetória de vida como trader.

Rodrigo: Um trader é igual um empreendedor, sua vida é repleta de altos e baixos. Infelizmente, as coisas levam tempo para acontecer e na minha carreira fui aprendendo da pior forma. Era preciso ter muita resiliência se eu quisesse fazer isso valer a pena. Entre os ganhos e perdas eu tive que aprender a ser diferente. Estudar mais do que já tinha estudado, focar com muito mais vontade e diversas outras coisas que eu nunca havia feito. Hoje eu percebo que isso me fez crescer, e mesmo que eu abandonasse o mercado, aprendi diversas habilidades só para atingir meu objetivo.

Nádia Ferraz: Compare sua vida anterior como CLT.

Rodrigo: Um trader é o profissional que aceita passar sua carreira inteira fora da zona de conforto. Pra viver do mercado, antes mesmo de lucrar e ter a rotina flexível é preciso abrir mãos dos benefícios de um emprego convencional, salário garantido e horário de almoço definido. Eu aceitei abrir mão de tudo isso para viver o meu sonho, onde eu não teria nada garantido mas com certeza é o que eu gosto de fazer.

Nádia Ferraz: Você investe na sua carreira constantemente? Por que?

Rodrigo: Os mercados naturalmente estão em constante mudança, entram novos compradores e vendedores. É essencial na carreira de qualquer trader se adaptar a esta realidade. Para isso, todos que sonham em viver do mercado tem que aceitar a sua rotina. Grande parte dela será de reflexão e autoconhecimento permitindo que enxergue as mudanças e consiga reagir a elas.

Nádia Ferraz: Houve mudança na sua qualidade de vida após a mudança da sua carreira?

Rodrigo: Houve uma mudança positiva, eu como autônomo tomo todas as decisões na minha vida profissional. Além de trabalhar com o que eu gosto, tenho muito mais liberdade para realizar minhas tarefas no dia. E consigo trabalhar praticamente em qualquer lugar do mundo, desde que tenha uma conexão estável e uma cadeira bem confortável, pra aguardar a hora certa de clicar.

 

Uma pessoa me pediu que os posts fossem voltados para pessoas de baixa renda. Os posts são voltados para qualquer nível de renda. E conforme o Rodrigo deixou claro acima e na entrevista anterior: se você quer viver do mercado, tenha isto como meta. Faça sua parte, guarde recursos. Todos somos capazes de conseguir o que queremos, basta termos força de vontade. O nosso intuito é mostrar que realmente todos podem entrar neste universo. O Rodrigo arrumou um emprego para conseguir o recurso e está vivendo como trader autônomo.  São degraus que subimos para alcançar sonhos.

Se você realmente quer viver do mercado, planeje, saiba o que precisa ser feito, estude. Qualquer carreira que você quiser seguir, terá que sempre se manter atualizado. Assim como o advogado precisa constantemente ficar por dentro das leis, o trader precisa ficar antenado no mercado.

Você quer saber quanto ganha um trader? 

Não deixe de acompanhar o blog na próxima semana! 

 

Autor: Nádia Ferraz

Sou formada em Gestão Hoteleira pelo IFG-GO e pós graduada em Controladoria, Auditoria e Finanças pela FGV. Trabalhei com finanças nos últimos 10 anos, e tenho orgulho de tudo que fiz para que a empresa se mantivesse no mercado no período de crise. Aprendi a organizar finanças tendo como base sonhos de curto prazo, e obtive sucesso, realizando todos eles. Nunca fui escrava do dinheiro, mas uso como trampolim para a realização dos meus objetivos. Eu corro riscos calculados! Planejo exatamente tudo que preciso fazer e coloco todos os problemas - sendo que os problemas não me fazem desistir, mas pensar em soluções para cada situação que puder ocorrer. Este projeto eu comecei para ajudar as pessoas na parte de educação financeira sem falar de balanços, dre's ou outros termos técnicos que muitos insistem em usar. Eu quero mostrar apenas que com planejamento é possível você mudar o seu mundo. Não mude o mundo inteiro, mas se você mudar o seu, você irá incentivar outra pessoa a mudar. e aos poucos iremos criar uma sociedade menos consumista e com um futuro que não dependa da Previdência, não é mesmo?

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *